Pegue uma garota (se for de programa que diz ser modelo melhor ainda) bonita e com um belo corpo, porém sem merda nenhuma na cabeça, que goste de mostrar o corpo, que goste de beber até fica inconsciente, importante que seja dissimulada e vulgar... Depois pegue um cara mau caráter, que não respeite os limites dos demais, que não tenha uma profissão definida, que também diz ser “modelo”, deixe muita bebida e drogas a disposição de ambos... Solte isso em uma emissora de TV de um país rico, porém com uma educação subdesenvolvida, onde quem dita as regras de moda, de cultura e do que é certo e errado são a imprensa, um país onde os profissionais dos meios de comunicações não precisem ter frequentado uma universidade. Está pronto! Vai rolar uma putaria, e um monte de babaca vai ficar alerta e dar audiência pra essa merda toda! Assim fazendo com que os patrocinadores dessa desgraça televisiva lucrem mais e mais. E mesmo que você não assista essa babaquice, vai ter um monte de idiota postado isso na internet, assim a tal emissora vai lucrar em cima da idiotice dos espectadores em transe (até aqueles que criticavam o tal programa)! Resumindo, a globo conseguiu aumentar a audiência, lucrar mais e mais... Quer saber? Vão todos pra puta que os pariu com essa merda de BBB!
by Anderson Ribeiro
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Uma dica ;)
Galera, vai aí um ótimo texto pra quem assim como eu é apaixonado pelas últimas décadas dos anos 1000, principalmente tratando-se da música. O texto é de autoria de um professor da minha universidade. José Maurício. Foram experiências vividas por ele para nos deliciar ou matar de inveja mesmo, por estarmos vivendo essa involução musical. haha. bjudalaluh.
Ao Chegar do Interior: o Rock, a Patrulha e o Brega
José Maurício*

O ROCK, A PATRULHA E O "BREGA"
Quando entrei na faculdade, o choque de cultura que mais me incomodou foi o musical. Nãosei se o Paulo sentiu o mesmo, mas, por gostar de rock fui taxado de imperialista!?
- Você não gosta do Caetano Veloso, Chico Buarque, Geraldo Vandré?
- Gosto! Mas adoro Beatles (com onze anos, ao ouvir o álbum branco pedi ao meu pai paraestudar inglês).
- Você tem que gostar de artistas brasileiros!
Este diálogo se repetiu várias vezes com diferentes colegas, até que, cansado, resolvi apelar: se é pra ser bairrista, gosto mesmo é de Odair José já que ele é de Morrinhos, (16 de agostode 1948), além de brasileiro, ele é goiano. Acharam que era gozação. Como sabia algumasde suas músicas, pude manter minha afirmação. Acontece que eu fui criado ao pé do rádioAM. Ouvia Beatles, Diana Ross & Marvin Gaye (stop, look, listen ficou muito tempo emprimeiro lugar no programa “Cidinho em alta velocidade” da Rádio Globo), Secos &Molhados, Tim Maia, Antonio Marcos, Ronnie Von, Novos Baianos, enquanto aguardavapassar a música que eu gostava para ligar o gravador e com o microfone colado ao alto falantedo rádio “montar” a minha fita K7.
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Procurando “raridades” de Raul Seixas, descobri os três discos PHONO 73, um festivalpromovido pela Phonogram com quase todo seu elenco, mais conhecido pela censura (cortedo áudio do microfone) a Chico Buarque e Gilberto Gil quando cantavam Cálice. Este discocontinha na quarta faixa do lado 2 do disco 1 Loteria da Babilônia em uma gravaçãorealmente ao vivo (existia uma mania das gravadoras de inserir, entre uma faixa e outra,aplausos pré-gravados forjando assim um disco “ao vivo” com gravações de estúdio).
Neste mesmo lado estava algo mais raro e precioso: faixa 2 - Eu Vou Tirar Você DesseLugar cantada por Odair José e... Caetano Veloso! Seria minha vingança e redenção. Oídolo de meus colegas era fã do meu “ídolo”. Gravei a faixa em uma fita K7 (usando um S-95da Gradiente) e calei a boca de todos. Para mim, Odair José já havia cumprido seu papel epude curtir meu rock sem ser incomodado.
Em 2002 li um artigo na folha de São Paulo onde o historiador Paulo César de Araújo, autordo livro “Eu Não Sou Cachorro, Não” (Record), afirma que “Odair José teve mais cançõescensuradas que Gil e Caetano juntos”. Sem saber, estava na vanguarda, também em matériade censura, o meu ídolo eleito por bairrismo era o maior.
Fui surpreendido novamente em 2009 com o lançamento do CD "Eu vou Tirar Você DesseLugar" que reunia de Zeca Baleiro a Pato Fu, do Mombojó ao Titã Paulo Miklos, todosreverentes a um ícone brega: o velho Odair. Sem contar que a música título deste CD já haviasido gravada pelos Los Hermanos em 2003.
Como disse o amigo Paulo: “nada como o distanciamento crítico do tempo, a mente aberta e aconsciência de saber que nada é definitivo e fechado...”, pois, recentemente vi no youtube (vejaaqui na Galeria de Vídeos) uma apresentação do grande Zeca Baleiro no Sesc Pompéia em São Paulo com o nosso "Ted" (terror das empregadas domésticas, como Odair eraconhecido) dividindo o palco e acompanhado por um ótimo solo de guitarra. Mais de 30 anosse passaram desde que escolhi meu “ídolo” por pura gozação (zoação, diriam hoje), mas devoconfessar que, não sei se por memória afetiva, acho legal aquele refrão: “cadê vocêêêê... quenunca mais apareceu aqui, que não voltou pra me fazer sorrir..."
CURIOSIDADES
O primeiro disco de Odair José (1970) trazia a faixa Tudo Acabado, composição de Raulzito(Raul Santos Seixas).
Em entrevista à Record News, Odair contou das coincidências e de sua pouca sorte comcensura, pois acharam que “eu vou tirar você desse lugar” se referia ao então presidenteMédici e quando o governo federal lançou o programa de controle de natalidade ele lançouUma vida só (pare de tomar a pílula).
Em 2005, ao contar esse “causo” ao amigo Fábio da banda Pesa Nervos, fui por eleconvidado a tocar Eu vou tirar você desse lugar em um show no Pau Brasil (um pub/casa de show/bar) onde toquei uma Gibson Les Paul e cantei a parte de Odair enquanto Fábio entravao refrão como Caetano fizera em 1973.

Foi lançado em 2005 um box contendo um DVD (apenas 35 minutos de imagens dasapresentações do festival) e dois CDs com 32 faixas remixadas e remasterizadas.
Apontado por muitos como a primeira ópera-rock nacional, o disco conceitual O filho de Josée Maria (RCA - 1977), influenciado pelo livro “O Profeta” de Kalil Gibran também lhe rendeucensura por parte da igreja por contar a história de um rapaz que assumiria suahomossexualidade aos 33 anos (outra coincidência?).
Está em fase de finalização o CD “Praça Tiradentes” onde Odair José se reaproxima do rock. Produzido por Zeca Baleiro, o disco tem a participação de Paulo Miklos, a presença demúsicas de Chico César, do próprio Baleiro e da dupla Arnaldo Antunes e CarlinhosBrown.
O episódio 89 da 3ª temporada de "A Grande Família", apresentado em 31/07/2003, sechamou "Eu Vou Tirar Você Deste Lugar".
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