Vai, vai pra longe onde se vê pedras e água, pedras e água inexistentes.
Onde anda pela areia e sente a brisa, areia inexistente, brisa gostosa.
Beijar e amar a luz de uma lua, uma lua inexistente.
Aos poucos ir despindo-se como se tirasse com as próprias mãos o que incomoda.
A blusa leva o medo e traz o arrepio.
A calça leva a insegurança e traz o desejo.
Desejo de amar e ser amada, amada por amor inexistente.
Amor que leva a tensão e traz absurda tranquilidade.
Amor que leva a consciência para outro planeta.
Planeta inexistente que transforma o ilegal em prazer, o imoral em delírio, o pecado em beleza.
Caminhando pela madrugada com garrafas, um bar, uma música.
Beijos no cruzamento.
Volta, Volta para casa, é a hora do toque, toque desesperado que esvazia o pensamento e traz a vontade, vontade de ser amada, mas por um amor inexistente.
Amor que não cobra, que não cuida, apenas um amor que deseja.
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